
Entidades apoiam iniciativa de Requião sobre reestatização da Eletrobras
O ex-governador Roberto Requião entrou com ação popular contra a privatização da Eletrobras.

O ex-governador Roberto Requião entrou com ação popular contra a privatização da Eletrobras.

O ex-governador Roberto Requião entrou com ação popular para que a Justiça devolva à União o poder de voto na Eletrobras, perdido com a privatização realizada no governo Bolsonaro, quando Paulo Guedes era o ministro da Fazenda.

Com a aproximação do término dos contratos de concessão de 20 distribuidoras de energia elétrica até 2031, o debate sobre a renovação desses contratos tem gerado preocupação entre os sindicatos dos trabalhadores das empresas envolvidas no processo. O Tribunal de Contas da União (TCU), que atualmente discute o assunto, alterou a proposta inicial do governo de renovação automática para um processo individualizado de prorrogação.

A Eletrobras, sob controle estatal, prioriza o acesso universal à energia elétrica, especialmente em áreas remotas e menos desenvolvidas, onde o retorno financeiro não atrai o investimento privado, ou seja, a gestão pública busca garantir que todos tenham acesso aos serviços energéticos de forma igualitária, alinhando-se ao princípio de justiça energética.

O diretor de Relações Institucionais da Eletrobrás, Bruno Eustáquio, participou da reunião golpista de Jair Bolsonaro em 5 de julho de 2022, que tratou das articulações para reverter a então iminente derrota eleitoral, informa a revista Veja nesta segunda-feira (19). À época, Eustáquio era secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura.

A privatização de empresas públicas está entre as principais causas do aumento da desigualdade social no mundo, de acordo com um estudo realizado pela organização internacional Oxfam. O trabalho foi divulgado na segunda-feira (15) e indica que a venda de companhias estatais faz com que empresários fiquem cada vez mais ricos enquanto lucram prestando serviços cada vez mais caros à população cada vez mais pobre.

A incorporação de Furnas pela Eletrobras representa a prioridade do ganho de eficiência financeira em detrimento da segurança de abastecimento e da operação com foco regional, avaliou Clarice Ferraz, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretora do Instituto Ilumina, em entrevista ao jornal Valor, em 12/1/24.

Na semana passada, mais uma vez, a Eletrobras passou em branco no Leilão de Transmissão. Entrou para participar, não para ganhar. O maior lote leiloado no certame de transmissão foi arrematado pela empresa Estatal Chinesa State Grid. À Eletrobras coube apenas fazer um jogo de cena, para se justificar para o Ministério de Minas e Energia, que havia cobrado da direção da empresa maior empenho nos leilões. O Ministro Alexandre Silveira pediu e a Eletrobras ignorou.

Ontem, 19 de dezembro, no Jockey Club Brasileiro na Gávea (RJ), a Eletrobras organizou uma confraternização de final de ano. Na porta do evento dezenas

A Comissão de Administração e Serviço Público – CASP da Câmara dos Deputados realiza audiência pública, no dia 14 de dezembro, para debater a inciativa da Eletrobras de incorporar Furnas e seus efeitos para a prestação dos serviços de geração e transmissão de energia elétrica e suas consequências para Minas Gerais e o Brasil. A audiência atende o requerimento nº 85/2023 dos deputados Rogério Correia (PT/MG) e Reimont (PT/RJ).
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